quinta-feira, 12 de julho de 2007

A realidade inverossímil

Toda mentira é uma verdade que deixou de acontecer? E quando a mentira não passa de uma verdade literária? O autor é um mentiroso?

Truman Capote foi um dos jornalistas que mais explorou a literatura, até mesmo revolucionando o próprio jornalismo por isso. Em A sangue frio o autor conta a história de uma família do oeste do Kansas brutalmente assassinada, em novembro de 1959. Nessa obra entrelaça os fatos a uma construção narrativa literária, onde nem sempre a tão esperada verdade jornalística dá as caras. Capote se põe de forma onipresente às ações de seus personagens. Desde a cena em que os corpos de Hebert willian Clutter, sua mulher Bonnie e seus filhos, a jovem Nancy e o solitário Kenyon, são encontrados.
Até a viagem ao México dos dois responsáveis pelos crimes, Dick Hickock e Perry Smith, e suas posteriores condenações à forca.

Publicado em quatro partes pela Revista New Yorker, A sangue frio levantou várias polêmicas no meio jornalístico. Capote foi acusado de não ser fiel aos fatos e de ter criado várias entrevista. Outra polêmica, agora com relação aos acusados, é de que o escritor mantinha relações amorosas com um dos criminosos, Perry Smith.

Embora todas as especulações, A sangue frio é sem dúvida uma obra-prima. Sua construção envolvente e descrições perspicazes, muitas vezes carregadas de ironia, não deixam incertezas sobre a primazia da obra.
O livro é uma perfeita construção literária. Onde a dose de inverossimilhança nos joga numa atmosfera imaginária e desprovida de realidade, embora A sangue frio seja baseado em fatos reais.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Sgt. Pepper's: 40 anos de história

A música nunca mais seria a mesma

No ano de 1967 surgia o maior álbum da discografia pop mundial. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band nasce e decreta o amadurecimento do Rock. Característico de uma doença inflamada e psicodélica conhecida como anos 60. Sgt Pepper's completa 40 anos sem que nenhum outro álbum conseguisse desbancá-lo do posto de o melhor de todos.
Flores na capa e muitas personalidades estampadas. O disco dos Beatles, produzido por George Martin, leva além de uma mistura de rock com Erudito, lendas até hoje discutidas. Seriam as flores em honra a Paul McCartney morto em um acidente de carro e substituído por um sósia? E onde estariam os rostos de Hitler e Jesus Cristo no meio de tantas caras? Entre tais dúvidas só nos resta a certeza de que a capa demonstra bem as características de uma época: os perturbados e coloridos anos 60.
Musicalmente o oitavo disco dos Beatles só foi possível graças a um toque de ousadia. O álbum apresenta uma sonoridade muito superior à capacidade técnica da época e sua mixagem teve um grande caráter experimental. O rock com influências eruditas, proposto por Sgt. Pepper’s, representa uma fase adulta e não somente rebelde ao Rock’n roll. Sem dúvida a música não seria igual após 1967 e aos quatro garotos de Liverpool.