AHHHHHHH!
Grita! Na sacada!
Tuff!
A gota de lágrima sobre o chão!
Bakk!
Faz o corpo inerte no meio da calçada!
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
O Jogo
“Que jogo sacana esse seu olhar!” disse Augusto, enquanto tragava a fumaça do cigarro. Rita, ainda cansada de prazer, não se revoltou ao ouvir as palavras do parceiro de cama a chamando por tabela de dissimulada. “– Por quê? Você não gosta do meu olhar?”, perguntou ela, focando os olhos no rosto de Augusto. “– Gosto”, respondeu ele um pouco tímido, “- Me fascina o jogo de sedução”. “– Mas eu não costumo jogar. No jogo sempre há um perdedor”, argumentou ela tirando o cigarro da mão do companheiro. Depois dormiram, ele primeiro, enquanto ela ainda pensava na próxima disputa.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Fluidez
Eu fugia. Meio vacilante pela rua escura, deserta. Fugia, numa fuga psíquico-intelectuo-metafísica. E me escondia por entre espaços vazios dos móveis velhos, nos cantos escuros da casa empoeirada. E por mais que fugisse e por mais que me escondesse, não era possível desaparecer. No canto escondido, atrás da cômoda do quarto, ficava por horas intermináveis, dias, talvez. E sequer me achavam, sequer me procuravam. Meio, assim, sem norte, eu ia por caminhos confusos, estradas líquidas. Dias desses, apareceu alguém, a fuga meio que cessou, mas logo que ela se foi a sensação de perda se tornou ainda maior. Enclausurado, agora permaneço no vazio escuro, em alguns momentos, frio. Não sei se sairei dali, por enquanto permaneço, como o tronco no meio do deserto: seco, mas que fica ali o tempo todo, não há fuga, tampouco esperança.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Questão de Tempo
O tempo! Um pouco mais de um ano é muito tempo? Não pretendo calcular com exatidão há quanto tempo não escrevo mais aqui. Mas talvez esteja na hora de voltar. Sim, nem que seja apenas para eu ler, ou para eu me ler. Porque tudo o que escrevo guarda um pouco de mim! Chega até a me assustar.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Na dança
Ele a põe de bruços como desprovido de sentimentos. Ela grita como desprovida de paixão. Aos poucos, seus corpos se entrecruzam, numa dança longe de parecer valsa. Ela o agarra, ele geme. Muito rápido para ela, exige dele o prazer. Como se obrigado, ele a embebeda. Tango perfeito. Corpos que se estranham, mas se tornam compassados. No final dormem... o gozo exige descando.
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